20/12/2018 - 16:58:00

Revis縊 de vdeo utilizada pela 1ェ vez na Assembleia

Pela primeira vez em Campo Grande, durante uma sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputados pediram para rever o vídeo da sessão, conhecido como "VAR", o qual é gravado na íntegra. A solicitação ocorreu após divergências sobre o que foi falado na sessão desta quinta-feira (20). 

A discussão foi protagonizada pelos deputados Lídio Lopes (PATRI) e Amarildo Cruz (PT) e gerou a necessidade de revisão do vídeo.

O deputado Amarildo Cruz havia feito o pedido para que colocassem um projeto em votação, no início da ordem do dia. Porém, no decorrer da sessão, Lídio Lopes acabou dizendo que o projeto apresentado por Amarildo não poderia ser votado, já que não havia sido feito o pedido para que fosse colocado na pauta para votação. 

No entanto, Amarildo Cruz voltou a afirmar que tinha 'sim' feito o pedido e recebeu como resposta de Lídio que já era tarde para ser votado. "Justiça não agasalha aquele tardio", disse Lídio Lopes ao colega. 

A fala de Lídio causou alvoroço e foi solicitado nesse momento que fosse "chamado o VAR". Os deputados foram até o vídeo onde constataram que Amarildo Cruz havia, de fato, feito o pedido. A Lei foi votada e aprovada, com apenas o voto de Lídio contra. 

A expressão "chama o VAR" foi emprestada do futebol brasileiro que passou a utilizar desde dezembro de 2017,  o sistema de vídeo-arbitragem VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo).

No futebol, o assistente auxilia os árbitros em campo através do vídeo, para dúvidas sobre lances, faltas e até gols duvidosos na partida sejam esclarecidos após serem assistidos.  Mas na sessão desta quinta-feira na Casa de Leis o "VAR" foi utilizados por Deputados. 

O projeto de Lei em questão obrigava os profissionais de Educação Física das academias a pedirem laudo médico dos inscritos. O texto já havia sido confrontado por Lídio Lopes, que na sessão da quarta-feira (19), havia pedido vistas, alegando que na Lei prejudicaria as academias. 

VETO

Esse mesmo projeto de Amarildo Cruz já havia sido vetado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), no ano passado. Porém o texto da Lei apresentado naquela época obrigava não os profissionais de educação Física, mas, sim os interessados em se inscrever para exercícios em academias, a chegarem no local com o laudo médico em mãos. Nesse novo texto o professor de educação física é quem vai pedir se necessários uma avaliação médica ao aluno. 

 Para o Diretor da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Silvio Lobo, na época do veto do governador a justificativa foi bem apresentada.

"Não é o laudo médico que vai impedir a pessoa de morrer na academia. É mais eficaz que o laudo médico seja pedido pelo professor da academia", disse. Lobo ainda reforçou que o projeto foi motivado após uma morte  registrada em uma academia da Capital. No entanto,  na ocasião o jovem possuía laudo médico. 
 



Cr馘ito Mat駻ia: Por TERO QUEIROZ E IZABELA JORNADA
Cr馘ito da imagem: Foto: Luciana Nassar/ALMS