19/12/2018 - 13:05:00

Com R$ 577 mi do 13コ, com駻cio estima alta de 5% nas vendas

O comércio de Campo Grande projeta alta de 5% nas vendas de Natal, que devem ser impulsionadas pelo pagamento do décimo terceiro salário. Apenas ao funcionalismo público da Capital e do Estado, foram liberados R$ 577 milhões de gratificação natalia nos últimos dias. “De ontem para hoje, nós já conseguimos perceber um aumento no movimento”, diz a gerente de loja de roupas Renata Ferreira, que trabalha na região central há três anos.

No entanto, segundo o diretor da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (Acicg), Antônio Carlos Paluri, a maioria dos consumidores deve deixar as compras para a última hora. “Todo ano é assim. Apesar de a movimentação já estar aumentando, o ápice de vendas fica para os últimos dias [antes do Natal]. É assim que o mercado se comporta”, prevê.

Dados apurados em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estimam que 9,3 milhões de pessoas pretendem realizar as compras de Natal apenas nesta semana que antecede a comemoração, o que representa 8% dos consumidores que têm a intenção de presentear alguém neste fim de ano. O porcentual é similar ao observado no Natal do ano passado, que estava em 9%.

Entre os que deixaram as compras natalinas para a última hora, a principal justificativa é de espera por promoções relâmpagos (55%), que podem ajudar a economizar na aquisição de presentes. Outros 22% estão aguardando o pagamento da segunda parcela do 13º salário, enquanto 14% alegam falta de tempo para procurar todos os presentes da lista. Há ainda 14% dos entrevistados que admitem falta de organização e 5% que culpam a preguiça de fazer compras. A pesquisa também mostra que apenas 2% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro de 2019, preferindo aproveitar as liquidações de início de ano.

“A gente fica na expectativa, esperando que os consumidores apareçam até o último minuto. Para o comerciante, a esperança é a última que morre”, brinca a gerente Renata Ferreira. Outro lojista da região central, que mantém um comércio de artigos variados para presentes, comenta que o movimento tem aumentado, mas ainda não superou o do ano passado. “As vendas subiram bastante, mas tomara que subam mais e superem as de 2017”, disse Wilson Dias.

 IDEIA RUIM

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar as compras de Natal para a última hora é uma atitude equivocada para quem pretende economizar. “É uma ilusão esperar que as lojas venham a oferecer grandes promoções faltando poucos dias para o Natal. As liquidações mais vantajosas costumam ocorrer após a virada do ano. Se o consumidor deixa para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços em diferentes lojas ou encontrar opções de produtos mais baratas. Além disso, com as lojas cheias, os produtos mais baratos acabam mais cedo nos estoques. Há o risco de o consumidor não encontrar o presente desejado e ter de optar por algo mais caro, comprometendo o orçamento”, alerta a economista.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, na pressa para garantir todos os itens da lista e não deixar ninguém sem presente, o consumidor acaba dando menos importância aos detalhes, cedendo às compras impulsivas. “A pressa é inimiga do planejamento”, adverte.



Cr馘ito Mat駻ia: Por EDUARDO FREGATTO
Cr馘ito da imagem: Divulga鈬o